Apresentador da Rede Record, o chef Edu Guedes dá rasante em Brasília e investe no risoto
Convidado pela organização da 12ª edição do Salão da Alimentação, conhecido como Alimenta, o chef Edu Guedes desembarcou em Brasília e esbanjou simpatia entre os presentes no evento promovido pelo Sebrae DF.
Entre cursos, oficinas e palestras, os participantes do projeto realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães puderam trocar experiências sobre o setor. Edu ministrou aula-show e deu série de dicas bacanas para os amantes da cozinha. Em breve entrevista para o
GPS|Brasília, o chef contou que, apesar da fama, seu prato favorito ainda é o tradicional combinado de arroz, feijão, bife e batata. Confira:
Edu, qual sua última descoberta gastronômica favorita? Um tempero? Um ingrediente? Um restaurante?
Fiz uma receita para um programa da Record e chamou a atenção pela aceitação que teve. É um arroz com sete grãos. Muitas vezes a gente pensa em um prato simples como arroz com feijão e não imagina a versatilidade que esse prato pode ter. Resolvi preparar de forma prática uma versão com sete grãos e bacalhau como entrada. Me surpreendeu pela versatilidade.
Suas fãs são carinhosas, mas já ocorreu alguma situação constrangedora?
Eu sempre tento contornar tudo, atender o máximo de pessoas possível. Algumas situações diferentes acontecem, às vezes, mas a gente sempre contorna da melhor forma, é divertido. A pessoa que busca a fama na vida e depois não dá autógrafo, não dá atenção, não tira foto, está indo contra aquilo que ela construiu. Muitas pessoas buscam isso a vida inteira e, depois, passam a renegar o contato com os fãs. Lógico que, quando vou a eventos com 10 mil pessoas, não dá para atender todo mundo, mas eu faço uma brincadeira ou escolho uma senhora que represente todo aquele público...
Quando está inspirado e resolve criar uma receita, quem é a primeira pessoa que costuma testar a novidade?
Na Record tem uma cozinha de apoio, somos cinco pessoas. Eles são os primeiros a experimentar minhas ideias e dar palpites. Na cozinha é muito importante saber fazer e saber ouvir, também, e isso serve para quando um cliente visita um estabelecimento.
Em casa eu inovo para a minha família, mas na empresa devo ter consciência de que é algo comercial. Tem que ter a sua identidade, mas tem que ser de acordo com o que o público quer. Faço muitas receitas diferentes para minha filha e esposa, elas são as primeiras a experimentar. Criança fala sempre fala a verdade, então se a minha filha diz que o prato é forte, já é um indicativo.
Tem algum alimento/receita/ingrediente que não come de jeito nenhum?
Eu como qualquer coisa. O que o mais gosto é arroz, feijão, bife e batata. É o prato que eu mais sinto falta quando fico fora do Brasil. As coisas mais simples preparadas de forma adequada são muito gostosas. Mas não há ingrediente ou prato específico que não goste. Tem coisas que gosto mais ou menos, mas para a minha área é importante experimentar tudo.
Qual a melhor parte em ser um chef reconhecido?
Acima de tudo é ser valorizado pelo meu trabalho e fazer o bem de alguma forma às outras pessoas. Para aqueles que tem um negócio, dou uma dica para melhorar. Quando vou em uma comunidade carente penso no que eu posso ensinar a cozinhar para ajudar, então ensino um salgado que pode ser um meio para ganhar dinheiro e transformar em renda.
O que você trouxe de receita para o projeto Alimenta?
Da outra vez que vim aqui, fiz um risoto e acho que é bem bacana, familiar, representa um pouco do meu trabalho. Quem tem restaurante e quer aprender a fazer um risoto vai poder vender, quem quiser fazer em casa vai servir também.
Fotos: Bruno Pimentel