Mestre Ataíde Júnior ensina como ser um campeão de MMA
Apaixonado pelo esporte desde quatro anos, o Mestre Ataíde Júnior se destaca na Capital Federal. No comando do Constrictor Fight Center, o mestre que já carregou títulos como campeão mundial de jiu jitsu treina atletas de peso.
Com nome que significa “O Lutador”, Ataíde deixou o esporte quando sofreu um acidente de carro e teve que colocar pinos no tornozelo. Mas a dedicação pelo esporte, não parou. Resolveu seguir a carreira de técnico.
Com muito respeito ao mestre, seus aprendizes têm mostrado para a que vieram. É o caso do lutador Gilberto Dias, na categoria 56 Kg, invicto com três vitórias, que representará Brasília no Jungle Fight, dia 31 de março em São Paulo.
Paulo Thiago também se destaca na categoria meio-médio do UFC, e coleciona 14 vitórias. Dono de uma mão pesada, o lutador embarca para Europa em abril. Por lá, o brasiliense representará a capital, dia 14 de abril, em combate contra o afegão Siyar Bahadurzad, na Suíça.
Antenor Pereira também entra no ringue. Mais conhecido como Peixe, o atleta tem luta marcada no Jungle Fight, dia 28 de abril, em Belém do Pará. Na categoria 61 Kg.
Em entrevista com o GPS|Brasília, Ataíde Júnior conta sobre a rotina de treinos dos seus alunos e cita o lutador que foi motivo de inspiração.
Qual é a rotina de treino?
É dura. Cada lutador treina em torno de 6 a 8 horas por dia, de segunda a sábado. O treino é fracionado em preparação física, luta agarrada e muay thai.
Existe uma polêmica sobre a perda de peso. Como é cuidar desse quesito?
Primeiramente, o atleta tem que ser muito profissional. Porque o lutador tem que perder cerca de 10 quilos pra chegar à categoria no dia da luta. Tem que ser muito disciplinado. Cuidamos da alimentação, com nutricionista, e também fazemos o trabalho de desidratação na sauna.
Brasília já tem atletas de peso?
Com certeza. Brasília já está se destacando no MMA, temos muitas equipes fortes. A nossa é composta por 25 atletas e temos uma estrutura de primeiro mundo. Com ringue oficial, tatame, octógono e todos os equipamentos necessários para praticar. A titulo de Brasil, a capital está bem cotada.
Acredita que essa moda de MMA abriu as portas para o esporte?
Acredito que vão abrir as portas. Nos EUA, já é o segundo esporte mais visto. E acredito no Brasil ocorrerá o mesmo. Existia um preconceito da mídia sobre o esporte, mas o esporte não é mais visto como agressivo.
E a sociedade, quebrou esse preconceito com os lutadores?
Com certeza. A orelha quebrada deixou de ser julgada. Agora, são olhadas até com bons olhos, brinca.
Que dica você dá pra quem está começando?
Tem que ter uma boa equipe e muita determinação. O ser humano é totalmente adaptável, se ele quiser, ele conquistará.
Para finalizar, quem é seu ídolo do esporte?
Rickson Gracie. Acompanhei a vida dele e ele sempre deu exemplo de saúde e bem-estar. Sou fã até hoje.