Com baixa procura, companhias aérea recriam o conceito da primeira classe
Companhias aéreas vão reduzir o tamanho da primeira classe em algumas rotas internacionais. As empresas concluíram que o serviço de luxo tem um grande problema: poucos viajantes que realmente paguem por ele.
Atualmente, o passageiro de primeira classe está custeando tamanho conforto com as milhas dos programas de fidelidade. Motivos: encolhimento dos orçamentos de viagens empresariais, frágil economia mundial e aos preços de passagens que chegam a custar USD 15 mil ida e volta.
As duas únicas empresas que mantêm serviços de primeira classe nos Estados Unidos, a American Airlines e a United Airlines, reduziram o espaço dedicado às cabines mais luxuosas.
Em maio, a American Airlines informou que planeja diminuir o número de assentos dedicados à primeira classe em voos intercontinentais em 90%. De 750 para 80.
A United Airlines irá descartar um terço dos seus assentos de primeira classe nas rotas internacionais.
Companhias aéreas de outros países seguem a tendência. É o caso da australiana Qantas Airways Ltd. e a alemã Deutsche Lufthansa AG.
Nova classe
As companhias aéreas estão, essencialmente, remodelando o serviço de luxo. Substituem poltronas da primeira classe com assentos redesenhados na classe executiva.
Em contrapartida, as companhias aéreas investem em mais assentos na classe econômica e criando uma nova classe. A econômica premium é um pouco maior e oferece poltronas com mais espaço para as pernas.
A intenção das companhias, em especial as americanas, é consolidar os espaços de luxo na classe executiva. Afinal, menos de 20% das empresas permitem que seus funcionários voem de primeira classe em voos de longa distância. Quando se fala em classe executiva, as autorizações sobem para 75%.
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